quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

"A oração de louvor nos torna fecundos"

Papa em Sta. Marta: Mas se é capaz de gritar quando seu time marca um gol, não é capaz de louvar ao Senhor?
Francisco convida a romper a formalidade e louvar: a oração de louvor nos torna fecundos
Fonte: Redacao de Zenit.Org
ROMA, 28 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - O Santo Padre na missa desta terça-feira falou sobre a fecundidade da oração de louvor. Ao comentar a primeira leitura, extraída do segundo Livro de Samuel, destacou que se nos fecharmos na formalidade, nossa oração se torna fria e estéril.
Em sua homilia, Francisco deteve-se principalmente sobre a figura de Davi “que dança com todas as suas forças diante do Senhor” e recordou que “todo o povo de Deus estava em festa, porque a Arca da Aliança havia regressado à casa. A oração de louvor de Davi- explicou- “o levou a perder a compostura e dançar diante do Senhor “com todas as suas forças”. Isto é oração de louvor! – exclamou o Papa-.


Este trecho o levou “a pensar em Sara”, depois de dar à luz: “O senhor me fez dançar de alegria”.  Por isso, “é fácil entender a oração para pedir uma coisa ao Senhor, para agradecer-Lhe, ou mesmo a oração de adoração”, mas a “oração de louvor não nos vem de maneira tão espontânea”.
Alguns podem dizer: “‘Mas, Padre, isso é para aqueles da Renovação no Espírito, não para todos os cristãos!’”. “Não – afirmou o Papa- a oração de louvor é uma oração cristã para todos nós! Na Missa, todos os dias, quando cantamos o Santo… Esta é uma oração de louvor: louvamos a Deus pela sua grandeza, porque é grande! E dizemos a Ele coisas bonitas, porque gostamos disso. ‘Mas, Padre, eu não sou capaz…’ – alguém pode dizer. Mas se é capaz de gritar quando seu time marca um gol, não é capaz de louvar ao Senhor? De perder um pouco a compostura para cantar? Louvar a Deus é totalmente gratuito! Não pedimos, não agradecemos: louvamos!”
Devemos rezar “com todo o coração”. “É um ato inclusive de justiça, porque Ele é grande! É o nosso Deus!”. Davi -recordou o Papa- “estava feliz porque voltava com a Arca, com o Senhor: seu corpo rezava com a dança”.
O Papa Francisco, como de costume, sugeriu algumas perguntas: “Mas como vai a minha oração de louvor? Eu sei louvar ao Senhor? Sei louvar ao Senhor quando rezo o Glória ou o Sanctus, ou movo somente a boca sem usar o coração?’. O que me diz Davi, dançando? E Sara, dançando de alegria? Quando Davi entra na cidade, começa outra coisa: uma festa!”
“A alegria do louvor nos leva à alegria da festa –explicou o Papa-.Então, o Pontífice recordou que quando Davi entra no palácio, a filha do Rei Saul, Micol, o repreende e lhe pergunta se não sente vergonha por ter dançado daquela maneira diante de todos, já que ele era o rei. Micol “desprezou Davi”.
“Eu me pergunto – continuou - quantas vezes nós desprezamos no nosso coração pessoas boas, que louvam ao Senhor como bem entendem, assim espontaneamente, porque não são cultas, não seguem atitudes formais? E diz a Bíblia que Micol ficou estéril por toda a vida devido a isso! “O que quer dizer a Palavra de Deus? Que a alegria, que a oração de louvor nos torna fecundos! Sara dançava no auge da sua fecundidade, aos noventa anos! O homem e a mulher que louva ao Senhor, que quando reza o Glória se alegra ao prenunciá-lo, que quando canta o Sancto na missa se alegra por cantá-lo, é uma mulher ou um homem fecundo”.
Por fim, advertiu Francisco, “os que se fecham na formalidade de uma oração fria, comedida, talvez acabem como Micol: na esterilidade de sua formalidade”. E convidou a imaginar Davi que dança “com todas as suas forças diante do Senhor”. Disse ainda que “nos fará bem repetir as palavras do Salmo 23 que rezamos hoje: “Levantai, ó portas, os vossos frontões, elevai-vos antigos portais, para que entre o rei da glória! Quem é este Rei da glória? É o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

"A Alegria do Evangelho" permeando a Nova Evangelização: tema da primeira Carta Apostólica de Papa Francisco


A "Alegria do Evangelho", Evangelii Gaudium,  é o título da primeira carta apostólica do Papa Francisco (segundo documento papal depois de Lumen Fidei, escrita em conjunto com Papa Bento XVI) que será entregue à Igreja no encerramento do Ano da Fé, no próximo domingo, na Festa de Cristo Rei.

Interessante a "Alegria do Evangelho" ser anunciada após a "Luz da Fé" colocada a brilhar no Ano da Fé. "« Eu não te disse que, se acreditares, verás a glória de Deus? » (Jo 11, 40). Quem acredita, vê; vê com uma luz que ilumina todo o percurso da estrada, porque nos vem de Cristo ressuscitado, estrela da manhã que não tem ocaso." (Lumen Fidei, nº1).

Pode se pensar que a esperança e a alegria serão temas trazidos na Carta, como testemunho de fé daqueles que encontraram o Ressuscitado, batizados evangelizadores, protagonistas de uma Nova Evangelização. Ainda, mais uma vez a Igreja evidencia o valor da beleza da arte, como forma privilegiada para a evangelização, pois na entrega simbólica da Carta aos Católicos, que acontecerá no Vaticano, após a missa de encerramento do Ano da Fé, ela também será dada a artistas, que contarão entre os fieis escolhidos para representarem  o mundo católico distribuído nos cinco continentes.

Os primeiros a receberem das mãos do papa a "Alegria do Evangelho" serão um bispo, um padre e um diácono da Letónia, Tanzânia e Austrália, respectivamente. Em seguida, será dada a um grupo religioso, a alguns jovens crismandos, um seminarista, uma noviça, a uma família, a catequistas e outros representantes de Movimentos, enquanto uma versão da carta, em áudio, será entregue a uma pessoa cega.

É necessário receber essa mensagem com o coração aberto e acolher as primeiras palavras de Papa Francisco que continuarão iluminando nossa caminhada, pós Ano da Fé. A "Alegria do Evangelho" deve converter-se em chama que ajudará a manter acesa a "Luz da Fé". "Urge recuperar o carácter de luz que é próprio da fé, pois, quando a sua chama se apaga, todas as outras luzes acabam também por perder o seu vigor. De facto, a luz da fé possui um carácter singular, sendo capaz de iluminar toda a existência do homem. Ora, para que uma luz seja tão poderosa, não pode dimanar de nós mesmos; tem de vir de uma fonte mais originária, deve porvir em última análise de Deus. A fé nasce no encontro com o Deus vivo, que nos chama e revela o seu amor: um amor que nos precede e sobre o qual podemos apoiar-nos para construir solidamente a vida" (Lumen Fidei, nº 4).

Quem desejar aprofundar a narrativa, e nela encontrar as chaves para sua caminhada cristã no mundo atual, sugere-se realizar a leitura e estudo dos três documentos que marcaram o Ano da Fé: Porta Fidei (Papa Bento XVI), Lumen Fidei (Papa Emérito Bento XVI e Papa Francisco) e Evangelli Gaudium (Papa Francisco). Esses documentos compõem um itinerário para a Nova Evangelização e a caminhada individual de cada cristão em meio à sociedade contemporânea. No Ano da Fé, "A fé uniu e permitiu recordar a todos o fundamento do nosso crer: Jesus Ressuscitado, esperança para uma vida nova. Um compromisso ao qual a Igreja é chamada. Crer significa comunicar a outros a alegria do encontro com Cristo. A Exortação Apostólica do Papa, pois, converte-se em uma missão que vem encomendada a todos os batizados para se converterem em evangelizadores." (http://www.ihu.unisinos.br)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Como você tem aproveitado seu tempo na internet?



Aproveite de uma forma melhor! Reabrimos as inscrições este mês para o curso História da Igreja. Até dia 30 de outubro você pode se inscrever. E a partir do dia 10 de novembro começa a estudar, em CASA!

A internet pode ser sua grande aliada, se você souber usá-la! Aproveite: invista na sua formação humana e espiritual!






sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Amar de forma única e para sempre

"O amor conjugal e familiar também revela claramente a vocação da pessoa de amar de forma única e para sempre e de que as provações, os sacrifícios e as crises do casal, bem como da família, representam passagens para crescer no bem, na verdade e na beleza". Foi o que afirmou Papa Francisco, aos participantes da Assembleia Plenária do Conselho para a Família, na manhã deste 25 de outubro.

Confira na matéria abaixo, da ACI Digital, trechos do discurso do Papa, que relembra o valor e a importância da família para o crescimento humano e da sociedade. "A família é uma comunidade de vida que tem uma consciência autônoma... não é a soma das pessoas que a compõem...", ressaltou o Papa.
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Ao receber nesta manhã os participantes da 21ª Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Família, o Papa Francisco explicou que a família está fundada no matrimônio para sempre e é o âmbito natural da vida humana onde as pessoas aprendem a amar.

Em seu discurso, o Santo Padre disse que "a família está fundada no matrimônio. Através de um ato de amor livre e fiel, os esposos cristãos testemunham que o matrimônio, por ser sacramento, é a base onde se funda a família e faz mais sólida a união dos cônjuges e sua entrega recíproca. O amor conjugal e familiar também revela claramente a vocação da pessoa de amar de forma única e para sempre e de que as provações, os sacrifícios e as crises do casal, como da mesma família, representam passagens para crescer no bem, na verdade e na beleza".

Tudo isto, disse o Papa, "é uma experiência de fé em Deus e de confiança recíproca, de liberdade profunda, de santidade, porque a santidade pressupõe entregar-se com fidelidade e sacrifício todos os dias da vida".

"A família é uma comunidade de vida que tem uma consistência autônoma... Não é a soma das pessoas que a constituem, mas é uma comunidade de pessoas", indicou Francisco, citando as palavras do Beato João Paulo II na exortação apostólica "Familiaris consortio"- ao receber nesta manhã os participantes na XXI Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Família, que acontece nestes dias em Roma.

A família, continuou o Pontífice, é "o lugar onde se aprende a amar; o centro natural da vida humana... Cada um de nós constrói sua personalidade na família... ali se aprende a arte do diálogo e da comunicação interpessoal". Por isso "a comunidade-família deve reconhecer-se como tal, ainda mais no dia de hoje, quando predomina a tutela dos direitos individuais".

O Santo Padre destacou duas fases da vida familiar: a infância e a velhice, recordando que "as crianças e os idosos representam os dois polos da vida, os mais vulneráveis e, com frequência, os mais esquecidos. Uma sociedade que marginaliza as pessoas idosas renega as suas raízes e obscura o seu futuro".

"Todas as vezes que se abandona uma criança e se deixa de lado um idoso, não se comete apenas um ato de injustiça, mas também se proclama o fracasso dessa sociedade. Prestar atenção aos pequenos e aos anciões denota civilização".

Nesse sentido o Papa reconheceu que se alegra de que o Pontifício Conselho tenha cunhado uma imagem nova da família que representa a cena da apresentação de Jesus no templo, com Maria e José que levam o Menino, para cumprir a Lei, e os dois anciões, Simeão e Ana que, movidos pelo Espírito Santo, acolhem-no como o Salvador e cujo lema é: "De geração em geração se estende a sua misericórdia".

"A 'boa nova' da família é uma parte muito importante da evangelização, que os cristãos podem comunicar a todos através do testemunho de suas vidas: já o fazem, é evidente nas sociedades secularizadas".

"Proponhamos, portanto, a todos, com respeito e coragem, a beleza do matrimônio e da família iluminados pelo Evangelho. E por isso nos aproximamos com atenção e afeto às famílias que atravessam por dificuldades, às que se veem obrigadas a deixar a sua terra, às que estão divididas, às que não têm casa nem trabalho, ou que sofrem por tantos motivos; aos cônjuges em crise e aos que estão separados. Queremos estar perto de todos".

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A Igreja é apostólica

Seguindo a refletir sobre as propriedades essenciais da Igreja, nesta quarta-feira, 16 de outubro, na Catequese na praça de São Pedro, Papa Francisco refletiu sobre a quarta propriedade, a apostolicidade da Igreja, que professamos no Credo.
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Confira na matéria reproduzida abaixo, da Rádio Vaticana, as reflexões do Sumo Pontífice. Ao final disponibilizamos o link do vídeo para conferir a catequese na íntegra.
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Professar que a Igreja é apostólica, explicou Francisco, significa destacar o elo profundo, constitutivo que ela tem com os Apóstolos. “Apostolo” é uma palavra grega que quer dizer “mandado”, “enviado”. Os Apóstolos foram escolhidos, chamados e enviados por Jesus, para continuar a sua obra. Partindo desta explicação, o Papa destacou brevemente três significados do adjetivo “apostólica” aplicado à Igreja.

Em primeiro lugar, a Igreja é apostólica porque está fundada sobre a pregação dos Apóstolos, que conviveram com Cristo e foram testemunhas da sua morte e ressurreição. “Sem Jesus, a Igreja não existe. Ele é a base e o fundamento da Igreja”, recordou o Papa, afirmando que a Igreja é como uma planta, que cresceu, se desenvolveu e deu frutos ao longo dos séculos, mas mantêm suas raízes bem firmes em Cristo.
Em segundo lugar, a Igreja é apostólica, porque Ela guarda e transmite, com ajuda do Espírito Santo, os ensinamentos recebidos dos Apóstolos, dando-nos a certeza de que aquilo em que acreditamos é realmente o que Cristo nos comunicou.
“Ele é o ressuscitado e suas palavras jamais passam, porque Ele está vivo. Hoje Ele está entre nós, está aqui, nos ouve. Ele está no nosso coração. E esta é a beleza da Igreja. Já pensamos em quanto é importante este dom que Cristo nos fez, o dom da Igreja, onde podemos encontrá-Lo? Já pensamos que é justamente a Igreja – no seu longo caminhar nesses séculos, apesar das dificuldades, dos problemas, das fraquezas, os nossos pecados – que nos transmite a autêntica mensagem de Cristo?”
Enfim, a Igreja é apostólica porque é enviada a levar o Evangelho a todo o mundo. Esta é uma grande responsabilidade que somos chamados a redescobrir: a Igreja é missionária e não pode ficar fechada em si mesma.
“Insisto sobre este aspecto da missionariedade, porque Cristo convida todos a irem ao encontro dos outros. Nos envia, nos pede que nos movamos para levar a alegria do Evangelho. Devemos nos perguntar: somos missionários ou somos cristãos de sacristia, só de palavras mas que vivem como pagãos? Isso não é uma crítica, também eu me questiono. A Igreja tem suas raízes, mas olha sempre
para o futuro, com a consciência de ser enviada por Jesus. Uma Igreja fechada trai sua própria identidade. Redescubramos hoje toda a beleza e a responsabilidade de ser Igreja apostólica.”

Após a catequese, o Pontífice saudou os peregrinos de língua portuguesa, em especial os fiéis brasileiros de São José dos Campos, Santos e São Paulo. Em polonês, recordou os 35 anos da eleição à Sé de Pedro de João Paulo II.
Fonte: Rádio Vaticana
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Assista ao vídeo da Catequese de 16/10/2013, clique no link abaixo.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Cristãos sem Cristo

Este texto trata-se de uma tradução de reflexões de Dom Felipe Arizmendi Esquivel, bispo mexicano. O texto trata do perigo do devocionismo e do iluminismo católico, ante a verdadeira fé em Jesus Cristo. Uma boa reflexão para fazermos nosso exame de consciência: Temos sido Cristãos sem Cristo? Um chamado a uma nova conversão...

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SITUAÇÕES

Há crentes que colocam todos os seus esforços para comemorar as festas dos padroeiros da cidade ou bairro com muitos fogos de artifício, flores, música, decoração e outras atividades para as pessoas se divertirem, mesmo com conjuntos caros e melodias mundanas, que contradizem a festa religiosa. Quase não participam na missa, não confessam e nem recebem a Sagrada Comunhão, não se preocupam com a leitura da Bíblia, nem de instruírem-se na fé, eles não se arrependerem de seus pecados. Temos dito que, em vez de gastar tanto, destinar uma parte dos recursos para projetos de caridade da paróquia, ou ajudar a socorrer um pobre prisioneiro injustiçado ser livre, mas ficam bravos e me dizem que eu não entendo seus costumes e quero alterá-los. Mas sim, afirmam serem muito religiosos.


Outros entram nas igrejas e oferecem orações para imagens com muito fervor, eles acendem velas ou candelabros, depositam flores, fazem promessas em troca de pedir algum milagre ou favor. Mas não vêm para rezar diante de Jesus presente, vivo, real e verdadeiro no Sacrário, sob o sinal sacramental da hóstia consagrada. Não ouvimos ou vemos manifestarem o seu amor por Ele, passa despercebido. Eles se ajoelham diante da imagem de um crucifixo, mas não dão ouvidos a Jesus na Eucaristia. Da mesma forma, têm muitas imagens religiosas em suas casas, mas não sentem a necessidade de ir à missa aos domingos, veem isso como um fardo, uma obrigação, ou uma mera devoção para quando tenham tempo, ou quando o desejo lhes apareça. Eles não entenderam o tesouro de vida que temos aqui. Quando falamos dos pobres, nos rejeitam porque dizem que estamos nos metendo na política...

ILUMINAÇÃO
Papa Francisco expressou o assunto: "Encontramos muitos cristãos sem Cristo, sem Jesus.. São cristãos que colocam sua fé e sua religião, o seu cristianismo, em muitos mandamentos devo fazer isso, devo fazer aquilo, porém, realmente, não sabem porque o fazem. Cristãos sem Cristo há muitos, como os que buscam apenas devoções, muitas devoções, mas Jesus não. E, então, te falta algo meu irmão! Te falta Jesus. Se tuas devoções te levam a Jesus, então tudo bem. Mas se ficas só nisso, então algo não está caminhando.

Outro grupo de cristãos sem Cristo são os que buscam coisas um pouco raras, um pouco especiais, os que vão atrás das revelações privadas; desejam um “espetáculo” de revelações, para ouvir coisas novas.  Também os que perfumam sua alma, mas não têm virtudes, porque não têm Jesus.

Qual é então a regra para ser cristão com Cristo? Só é válido o que te leva a Jesus, e é válido apenas o que vem de Jesus. Jesus é o centro, o Senhor, como ele mesmo diz. Um homem ou uma mulher que adora a Jesus é um cristão com Jesus. Porém, se você não consegue adorar Jesus, algo lhe falta. Eu sou um bom cristão, eu estou no caminho de ser um bom cristão, se eu faço o que vem de Jesus ou o que me leva a Jesus porque Ele é o centro. “O sinal é a adoração a Jesus, a oração de adoração diante de Jesus.”

COMPROMISSOS

Seguir a Cristo implica uma dupla dimensão, inseparáveis ​​uma da outra: uma vertical e uma horizontal. O vertical é a relação com Deus, a fé Nele, amá-Lo, ouvi-Lo, servi-Lo, adorá-Lo, se aproximar dos sacramentos, rezar. A Horizontal é a relação de amor aos demais, o serviço aos pobres, o cuidado compassivo para com os que sofrem, a preocupação com a vida digna dos marginalizados, a bondade para com os doentes e idosos, a misericórdia para com os migrantes, a solicitude para com os preso , a proximidade com aqueles que não encontram sentido na vida, a defesa dos oprimidos , a promoção da mulher, em suma, ser um bom samaritano.


Se cultivarmos a dimensão vertical e não a horizontal, a nossa religião é manca, incompleta, não é totalmente fiel ao Evangelho. Se nos dedicamos apenas á dimensão horizontal sem a vertical, podemos reduzir-nos a benfeitores sociais, o que é bom, mas incompleto. E se a dimensão horizontal não é compatível com a vertical, cai no chão: desanimamo-nos, nos tornamos amargos, apenas criticamos e deixamos de amar. Seríamos cristãos sem Cristo."

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Texto de Dom Felipe Arizmendi Esquivel, Bispo de San Cristóbal de las Casas (México)
Tradução livre a partir do texto em Espanhol.
Fonte do original em Espanhol: http://elobservadorenlinea.com/2013/10/cristianos-sin-cristo

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A catolicidade da Igreja e o ser católico

Na Catequese de 09 de outubro de 2013, "ante 60 mil fiéis na Praça São Pedro, o Papa Francisco refletiu sobre o significado da catolicidade e o ser católico. A respeito disso, o Pontífice disse que a Igreja é como uma grande orquestra onde nem todos são iguais e onde cada um enriquece o outro.

Em primeiro lugar, disse o Papa, "A Igreja é católica porque é o espaço, a casa na qual vem anunciada toda a fé, por inteiro, na qual a salvação que nos trouxe Jesus é oferecida a todos... Na Igreja, cada um de nós encontra o que é necessário para crer, para viver como cristãos, para tornar-se santo, para caminhar em todo lugar e em todo tempo".

"A Igreja é católica porque é universal, está espalhada em toda parte do mundo e anuncia o Evangelho a todo homem e a toda mulher... não é um grupo de elite, não diz respeito somente a alguns... não tem trancas, é enviada à totalidade das pessoas, à totalidade do gênero humano. E a única Igreja está presente também nas menores partes desta".

Como terceiro significado de catolicidade, o Papa reiterou que "a Igreja é católica porque é a ‘Casa da harmonia’ onde unidade e diversidade combinam-se para ser uma riqueza".

O Santo Padre utilizou a imagem de uma sinfonia e dos diferentes instrumentos que a interpretam. Cada um com o seu timbre inconfundível e as suas próprias características guiados por um diretor. Assim todos tocam juntos em harmonia, e não se anula o timbre de nenhum instrumento, valoriza-se ao máximo a peculiaridade de cada um deles.

A Igreja é como uma grande orquestra. "Não somos todos iguais e não devemos ser todos iguais -destacou-. Cada um oferece o que Deus lhe deu".

Ao finalizar, o Papa pediu aos peregrinos presentes na Praça de São Pedro, que vivam esta harmonia, aceitando a diversidade: "A vida da Igreja é variedade, e quando queremos colocar esta uniformidade sobre todos matamos os dons o Espírito Santo. Rezemos ao Espírito Santo, que é propriamente o autor desta unidade na variedade, desta harmonia, para que nos torne sempre mais ‘católicos’", concluiu."

Fonte: ACI Digital
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Para assistir a catequese e ter acesso ao texto na íntegra, assista ao vídeo abaixo: