segunda-feira, 26 de maio de 2014

Nova Série de Formação para Jovens


"Quando a luz vai diminuindo ou desaparece totalmente, deixa-se de poder distinguir a realidade circundante. No coração da noite, pode-se sentir medo e insegurança, aguardando-se então com impaciência a chegada da luz da aurora. Amados jovens, é o vosso turno de ser as sentinelas da manhã que anunciam a chegada do sol que é Cristo ressuscitado!" (São João Paulo II)
---



Maio marca o lançamento da nova Série de Formação para Jovens do nosso Instituto, organizado em parceria com o Ministério Jovem da RCCBRASIL. Os dois primeiros cursos serão:

·       Curso 1 - Sentinelas da manhã: Um tempo novo para a juventude (início das aulas 10 de junho; inscrições de 09 a 30 de maio)
·       Curso 2 - Sentinelas da manhã: Um caminho de discipulado (início das aulas 10 de julho; inscrições de 01 a 30 de junho)

Como incentivo às formações dos jovens nas dioceses, oferecemos o subsídio de R$20,00 (vinte reais) para inscrições de jovens indicados pelas dioceses ou Grupos de Oração. Portanto, o custo total de inscrição para os jovens indicados terá o valor de R$25,00.

A cada mês, poderão ser indicados até 03 jovens de cada Grupo de Oração, participantes ou não do MJ, MUR ou Grupo de Profissionais do Reino.

Caberá aos coordenadores estaduais e diocesanos do Ministério Jovem, do MUR e Grupo de Profissionais do Reino divulgar e auxiliar na indicação das pessoas.

·       Nesse primeiro mês de inscrições, sugerimos que na indicação sejam privilegiados os jovens que atuam no MJ, MUR ou outro ministério, ou seja, dar prioridade às lideranças; isso para que as partilhas nos fóruns tenham maior riqueza e possibilite conhecerem melhor as diversas realidades e os projetos que vêm acontecendo em todo o Brasil. Nos próximos meses, continuaremos a oferecer os descontos, aí então, voltados para os participantes em geral dos GOs.

 ____
·       É necessário que todos os estados mantenham atualizado o e-mail e cadastro no SAVIC dos coordenadores diocesanos do MJ, do MUR e assessoria para Profissionais do Reino, pois os códigos promocionais para indicação serão sempre enviados por e-mail aos coordenadores cadastrados.
____


Como realizar a inscrição com desconto?

·       Para se matricular com desconto, as pessoas indicadas deverão acessar o nosso site, menu CURSOS, menu INSCRIÇÃO PROMOCIONAL - http://www.ieadrccbrasil.com.br/curso/inscrpromo.html e utilizar o código promocional que foi enviado para os coordenadores diocesanos, de ministério e de Grupo de Oração. Informe-se com o seu coordenador se ainda há vagas para este mês e se você pode ser indicado. 


As inscrições com desconto encerram em 30 de maio. 


As inscrições com valor normal (R$45,00 - para o público em geral) também encerram em 30 de maio. As primeiras turmas iniciam em 10 de junho.

***
Haverá novas turmas para este curso? E desconto para participantes de GO?
Sim, as inscrições serão abertas mensalmente e os códigos promocionais enviados aos coordenadores de Grupos de Oração, Ministério e Dioceses. A cada mês serão 3 pessoas a serem indicadas de cada grupo.







segunda-feira, 28 de abril de 2014

Íntegra da Homilia da Missa de Canonização João Paulo II e João XXIII





Num dia sem precedentes históricos, na presença de dois papas, Francisco e Bento XVI, a Igreja celebrou a canonização de dois outros papas do Século 20, João XXIII e João Paulo II. 







Escrevendo os nomes destes bondosos e piedosos servidores de Cristo no livro dos santos, a Igreja não apenas atesta a vida de santidade que eles levaram, ela oportuniza aos fieis espelharem-se em seu modelo de virtude para cruzar o limiar deste tempo e superar seus desafios. Dois santos que, ao lado da vida de oração, tiveram a coragem de atravessar momentos difíceis e crueis da história da humanidade testemunhando e lutando pela causa da verdade e da vida. "Foram sacerdotes, bispos e papas do século XX. Conheceram as suas tragédias, mas não foram vencidos por elas. (...) Nestes dois homens contemplativos das chagas de Cristo e testemunhas da sua misericórdia, habitava «uma esperança viva», juntamente com «uma alegria indescritível e irradiante» (...) Foram dois homens corajosos, cheios da parresia do Espírito Santo, e deram testemunho da bondade de Deus, da sua misericórdia, à Igreja e ao mundo" - destacou Papa Francisco.









Confira abaixo, na íntegra,  o texto da homília da missa de canonização.


No centro deste domingo, que encerra a Oitava de Páscoa e que João Paulo II quis dedicar à Divina Misericórdia, encontramos as chagas gloriosas de Jesus ressuscitado.






Já as mostrara quando apareceu pela primeira vez aos Apóstolos, ao anoitecer do dia depois do sábado, o dia da Ressurreição. Mas, naquela noite, Tomé não estava; e quando os outros lhe disseram que tinham visto o Senhor, respondeu que, se não visse e tocasse aquelas feridas, não acreditaria. Oito dias depois, Jesus apareceu de novo no meio dos discípulos, no Cenáculo, encontrando-se presente também Tomé; dirigindo-Se a ele, convidou-o a tocar as suas chagas. E então aquele homem sincero, aquele homem habituado a verificar tudo pessoalmente, ajoelhou-se diante de Jesus e disse: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20, 28).

Se as chagas de Jesus podem ser de escândalo para a fé, são também a verificação da fé. Por isso, no corpo de Cristo ressuscitado, as chagas não desaparecem, continuam, porque aquelas chagas são o sinal permanente do amor de Deus por nós, sendo indispensáveis para crer em Deus: não para crer que Deus existe, mas sim que Deus é amor, misericórdia, fidelidade. Citando Isaías, São Pedro escreve aos cristãos: ‘pelas suas chagas, fostes curados’ (1 Ped 2, 24; cf. Is 53, 5).





São João XXIII e São João Paulo II tiveram a coragem de contemplar as feridas de Jesus, tocar as suas mãos chagadas e o seu lado transpassado. Não tiveram vergonha da carne de Cristo, não se escandalizaram d’Ele, da sua cruz; não tiveram vergonha da carne do irmão (cf. Is 58, 7), porque em cada pessoa atribulada viam Jesus. Foram dois homens corajosos, cheios da parresia do Espírito Santo, e deram testemunho da bondade de Deus, da sua misericórdia, à Igreja e ao mundo.



Foram sacerdotes, bispos e papas do século XX. Conheceram as suas tragédias, mas não foram vencidos por elas. Mais forte, neles, era Deus; mais forte era a fé em Jesus Cristo, Redentor do homem e Senhor da história; mais forte, neles, era a misericórdia de Deus que se manifesta nestas cinco chagas; mais forte era a proximidade materna de Maria.

Nestes dois homens contemplativos das chagas de Cristo e testemunhas da sua misericórdia, habitava «uma esperança viva», juntamente com «uma alegria indescritível e irradiante» (1 Ped 1, 3.8). A esperança e a alegria que Cristo ressuscitado dá aos seus discípulos, e de que nada e ninguém os pode privar. A esperança e a alegria pascais, passadas pelo crisol do despojamento, do aniquilamento, da proximidade aos pecadores levada até ao extremo, até à náusea pela amargura daquele cálice. Estas são a esperança e a alegria que os dois santos Papas receberam como dom do Senhor ressuscitado, tendo-as, por sua vez, doado em abundância ao Povo de Deus, recebendo sua eterna gratidão.



Esta esperança e esta alegria respiravam-se na primeira comunidade dos crentes, em Jerusalém, de que nos falam os Atos dos Apóstolos (cf. 2, 42-47). É uma comunidade onde se vive o essencial do Evangelho, isto é, o amor, a misericórdia, com simplicidade e fraternidade.



E esta é a imagem de Igreja que o Concílio Vaticano II teve diante de si. João XXIII e João Paulo II colaboraram com o Espírito Santo para restabelecer e atualizar a Igreja segundo a sua fisionomia originária, a fisionomia que lhe deram os santos ao longo dos séculos. Não esqueçamos que são precisamente os santos que levam avante e fazem crescer a Igreja. Na convocação do Concílio, João XXIII demonstrou uma delicada docilidade ao Espírito Santo, deixou-se conduzir e foi para a Igreja um pastor, um guia-guiado. Este foi o seu grande serviço à Igreja; foi o Papa da docilidade ao Espírito.


Neste serviço ao Povo de Deus, João Paulo II foi o Papa da família. Ele mesmo disse uma vez que assim gostaria de ser lembrado: como o Papa da família. Apraz-me sublinhá-lo no momento em que estamos a viver um caminho sinodal sobre a família e com as famílias, um caminho que ele seguramente acompanha e sustenta do Céu.


Que estes dois novos santos Pastores do Povo de Deus intercedam pela Igreja para que, durante estes dois anos de caminho sinodal, seja dócil ao Espírito Santo no serviço pastoral à família. Que ambos nos ensinem a não nos escandalizarmos das chagas de Cristo, a penetrarmos no mistério da misericórdia divina que sempre espera, sempre perdoa, porque sempre ama”.


Fonte: ACI Digital

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

"A oração de louvor nos torna fecundos"

Papa em Sta. Marta: Mas se é capaz de gritar quando seu time marca um gol, não é capaz de louvar ao Senhor?
Francisco convida a romper a formalidade e louvar: a oração de louvor nos torna fecundos
Fonte: Redacao de Zenit.Org
ROMA, 28 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - O Santo Padre na missa desta terça-feira falou sobre a fecundidade da oração de louvor. Ao comentar a primeira leitura, extraída do segundo Livro de Samuel, destacou que se nos fecharmos na formalidade, nossa oração se torna fria e estéril.
Em sua homilia, Francisco deteve-se principalmente sobre a figura de Davi “que dança com todas as suas forças diante do Senhor” e recordou que “todo o povo de Deus estava em festa, porque a Arca da Aliança havia regressado à casa. A oração de louvor de Davi- explicou- “o levou a perder a compostura e dançar diante do Senhor “com todas as suas forças”. Isto é oração de louvor! – exclamou o Papa-.


Este trecho o levou “a pensar em Sara”, depois de dar à luz: “O senhor me fez dançar de alegria”.  Por isso, “é fácil entender a oração para pedir uma coisa ao Senhor, para agradecer-Lhe, ou mesmo a oração de adoração”, mas a “oração de louvor não nos vem de maneira tão espontânea”.
Alguns podem dizer: “‘Mas, Padre, isso é para aqueles da Renovação no Espírito, não para todos os cristãos!’”. “Não – afirmou o Papa- a oração de louvor é uma oração cristã para todos nós! Na Missa, todos os dias, quando cantamos o Santo… Esta é uma oração de louvor: louvamos a Deus pela sua grandeza, porque é grande! E dizemos a Ele coisas bonitas, porque gostamos disso. ‘Mas, Padre, eu não sou capaz…’ – alguém pode dizer. Mas se é capaz de gritar quando seu time marca um gol, não é capaz de louvar ao Senhor? De perder um pouco a compostura para cantar? Louvar a Deus é totalmente gratuito! Não pedimos, não agradecemos: louvamos!”
Devemos rezar “com todo o coração”. “É um ato inclusive de justiça, porque Ele é grande! É o nosso Deus!”. Davi -recordou o Papa- “estava feliz porque voltava com a Arca, com o Senhor: seu corpo rezava com a dança”.
O Papa Francisco, como de costume, sugeriu algumas perguntas: “Mas como vai a minha oração de louvor? Eu sei louvar ao Senhor? Sei louvar ao Senhor quando rezo o Glória ou o Sanctus, ou movo somente a boca sem usar o coração?’. O que me diz Davi, dançando? E Sara, dançando de alegria? Quando Davi entra na cidade, começa outra coisa: uma festa!”
“A alegria do louvor nos leva à alegria da festa –explicou o Papa-.Então, o Pontífice recordou que quando Davi entra no palácio, a filha do Rei Saul, Micol, o repreende e lhe pergunta se não sente vergonha por ter dançado daquela maneira diante de todos, já que ele era o rei. Micol “desprezou Davi”.
“Eu me pergunto – continuou - quantas vezes nós desprezamos no nosso coração pessoas boas, que louvam ao Senhor como bem entendem, assim espontaneamente, porque não são cultas, não seguem atitudes formais? E diz a Bíblia que Micol ficou estéril por toda a vida devido a isso! “O que quer dizer a Palavra de Deus? Que a alegria, que a oração de louvor nos torna fecundos! Sara dançava no auge da sua fecundidade, aos noventa anos! O homem e a mulher que louva ao Senhor, que quando reza o Glória se alegra ao prenunciá-lo, que quando canta o Sancto na missa se alegra por cantá-lo, é uma mulher ou um homem fecundo”.
Por fim, advertiu Francisco, “os que se fecham na formalidade de uma oração fria, comedida, talvez acabem como Micol: na esterilidade de sua formalidade”. E convidou a imaginar Davi que dança “com todas as suas forças diante do Senhor”. Disse ainda que “nos fará bem repetir as palavras do Salmo 23 que rezamos hoje: “Levantai, ó portas, os vossos frontões, elevai-vos antigos portais, para que entre o rei da glória! Quem é este Rei da glória? É o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

"A Alegria do Evangelho" permeando a Nova Evangelização: tema da primeira Carta Apostólica de Papa Francisco


A "Alegria do Evangelho", Evangelii Gaudium,  é o título da primeira carta apostólica do Papa Francisco (segundo documento papal depois de Lumen Fidei, escrita em conjunto com Papa Bento XVI) que será entregue à Igreja no encerramento do Ano da Fé, no próximo domingo, na Festa de Cristo Rei.

Interessante a "Alegria do Evangelho" ser anunciada após a "Luz da Fé" colocada a brilhar no Ano da Fé. "« Eu não te disse que, se acreditares, verás a glória de Deus? » (Jo 11, 40). Quem acredita, vê; vê com uma luz que ilumina todo o percurso da estrada, porque nos vem de Cristo ressuscitado, estrela da manhã que não tem ocaso." (Lumen Fidei, nº1).

Pode se pensar que a esperança e a alegria serão temas trazidos na Carta, como testemunho de fé daqueles que encontraram o Ressuscitado, batizados evangelizadores, protagonistas de uma Nova Evangelização. Ainda, mais uma vez a Igreja evidencia o valor da beleza da arte, como forma privilegiada para a evangelização, pois na entrega simbólica da Carta aos Católicos, que acontecerá no Vaticano, após a missa de encerramento do Ano da Fé, ela também será dada a artistas, que contarão entre os fieis escolhidos para representarem  o mundo católico distribuído nos cinco continentes.

Os primeiros a receberem das mãos do papa a "Alegria do Evangelho" serão um bispo, um padre e um diácono da Letónia, Tanzânia e Austrália, respectivamente. Em seguida, será dada a um grupo religioso, a alguns jovens crismandos, um seminarista, uma noviça, a uma família, a catequistas e outros representantes de Movimentos, enquanto uma versão da carta, em áudio, será entregue a uma pessoa cega.

É necessário receber essa mensagem com o coração aberto e acolher as primeiras palavras de Papa Francisco que continuarão iluminando nossa caminhada, pós Ano da Fé. A "Alegria do Evangelho" deve converter-se em chama que ajudará a manter acesa a "Luz da Fé". "Urge recuperar o carácter de luz que é próprio da fé, pois, quando a sua chama se apaga, todas as outras luzes acabam também por perder o seu vigor. De facto, a luz da fé possui um carácter singular, sendo capaz de iluminar toda a existência do homem. Ora, para que uma luz seja tão poderosa, não pode dimanar de nós mesmos; tem de vir de uma fonte mais originária, deve porvir em última análise de Deus. A fé nasce no encontro com o Deus vivo, que nos chama e revela o seu amor: um amor que nos precede e sobre o qual podemos apoiar-nos para construir solidamente a vida" (Lumen Fidei, nº 4).

Quem desejar aprofundar a narrativa, e nela encontrar as chaves para sua caminhada cristã no mundo atual, sugere-se realizar a leitura e estudo dos três documentos que marcaram o Ano da Fé: Porta Fidei (Papa Bento XVI), Lumen Fidei (Papa Emérito Bento XVI e Papa Francisco) e Evangelli Gaudium (Papa Francisco). Esses documentos compõem um itinerário para a Nova Evangelização e a caminhada individual de cada cristão em meio à sociedade contemporânea. No Ano da Fé, "A fé uniu e permitiu recordar a todos o fundamento do nosso crer: Jesus Ressuscitado, esperança para uma vida nova. Um compromisso ao qual a Igreja é chamada. Crer significa comunicar a outros a alegria do encontro com Cristo. A Exortação Apostólica do Papa, pois, converte-se em uma missão que vem encomendada a todos os batizados para se converterem em evangelizadores." (http://www.ihu.unisinos.br)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Como você tem aproveitado seu tempo na internet?



Aproveite de uma forma melhor! Reabrimos as inscrições este mês para o curso História da Igreja. Até dia 30 de outubro você pode se inscrever. E a partir do dia 10 de novembro começa a estudar, em CASA!

A internet pode ser sua grande aliada, se você souber usá-la! Aproveite: invista na sua formação humana e espiritual!






sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Amar de forma única e para sempre

"O amor conjugal e familiar também revela claramente a vocação da pessoa de amar de forma única e para sempre e de que as provações, os sacrifícios e as crises do casal, bem como da família, representam passagens para crescer no bem, na verdade e na beleza". Foi o que afirmou Papa Francisco, aos participantes da Assembleia Plenária do Conselho para a Família, na manhã deste 25 de outubro.

Confira na matéria abaixo, da ACI Digital, trechos do discurso do Papa, que relembra o valor e a importância da família para o crescimento humano e da sociedade. "A família é uma comunidade de vida que tem uma consciência autônoma... não é a soma das pessoas que a compõem...", ressaltou o Papa.
***

Ao receber nesta manhã os participantes da 21ª Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Família, o Papa Francisco explicou que a família está fundada no matrimônio para sempre e é o âmbito natural da vida humana onde as pessoas aprendem a amar.

Em seu discurso, o Santo Padre disse que "a família está fundada no matrimônio. Através de um ato de amor livre e fiel, os esposos cristãos testemunham que o matrimônio, por ser sacramento, é a base onde se funda a família e faz mais sólida a união dos cônjuges e sua entrega recíproca. O amor conjugal e familiar também revela claramente a vocação da pessoa de amar de forma única e para sempre e de que as provações, os sacrifícios e as crises do casal, como da mesma família, representam passagens para crescer no bem, na verdade e na beleza".

Tudo isto, disse o Papa, "é uma experiência de fé em Deus e de confiança recíproca, de liberdade profunda, de santidade, porque a santidade pressupõe entregar-se com fidelidade e sacrifício todos os dias da vida".

"A família é uma comunidade de vida que tem uma consistência autônoma... Não é a soma das pessoas que a constituem, mas é uma comunidade de pessoas", indicou Francisco, citando as palavras do Beato João Paulo II na exortação apostólica "Familiaris consortio"- ao receber nesta manhã os participantes na XXI Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Família, que acontece nestes dias em Roma.

A família, continuou o Pontífice, é "o lugar onde se aprende a amar; o centro natural da vida humana... Cada um de nós constrói sua personalidade na família... ali se aprende a arte do diálogo e da comunicação interpessoal". Por isso "a comunidade-família deve reconhecer-se como tal, ainda mais no dia de hoje, quando predomina a tutela dos direitos individuais".

O Santo Padre destacou duas fases da vida familiar: a infância e a velhice, recordando que "as crianças e os idosos representam os dois polos da vida, os mais vulneráveis e, com frequência, os mais esquecidos. Uma sociedade que marginaliza as pessoas idosas renega as suas raízes e obscura o seu futuro".

"Todas as vezes que se abandona uma criança e se deixa de lado um idoso, não se comete apenas um ato de injustiça, mas também se proclama o fracasso dessa sociedade. Prestar atenção aos pequenos e aos anciões denota civilização".

Nesse sentido o Papa reconheceu que se alegra de que o Pontifício Conselho tenha cunhado uma imagem nova da família que representa a cena da apresentação de Jesus no templo, com Maria e José que levam o Menino, para cumprir a Lei, e os dois anciões, Simeão e Ana que, movidos pelo Espírito Santo, acolhem-no como o Salvador e cujo lema é: "De geração em geração se estende a sua misericórdia".

"A 'boa nova' da família é uma parte muito importante da evangelização, que os cristãos podem comunicar a todos através do testemunho de suas vidas: já o fazem, é evidente nas sociedades secularizadas".

"Proponhamos, portanto, a todos, com respeito e coragem, a beleza do matrimônio e da família iluminados pelo Evangelho. E por isso nos aproximamos com atenção e afeto às famílias que atravessam por dificuldades, às que se veem obrigadas a deixar a sua terra, às que estão divididas, às que não têm casa nem trabalho, ou que sofrem por tantos motivos; aos cônjuges em crise e aos que estão separados. Queremos estar perto de todos".

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A Igreja é apostólica

Seguindo a refletir sobre as propriedades essenciais da Igreja, nesta quarta-feira, 16 de outubro, na Catequese na praça de São Pedro, Papa Francisco refletiu sobre a quarta propriedade, a apostolicidade da Igreja, que professamos no Credo.
***
Confira na matéria reproduzida abaixo, da Rádio Vaticana, as reflexões do Sumo Pontífice. Ao final disponibilizamos o link do vídeo para conferir a catequese na íntegra.
***
Professar que a Igreja é apostólica, explicou Francisco, significa destacar o elo profundo, constitutivo que ela tem com os Apóstolos. “Apostolo” é uma palavra grega que quer dizer “mandado”, “enviado”. Os Apóstolos foram escolhidos, chamados e enviados por Jesus, para continuar a sua obra. Partindo desta explicação, o Papa destacou brevemente três significados do adjetivo “apostólica” aplicado à Igreja.

Em primeiro lugar, a Igreja é apostólica porque está fundada sobre a pregação dos Apóstolos, que conviveram com Cristo e foram testemunhas da sua morte e ressurreição. “Sem Jesus, a Igreja não existe. Ele é a base e o fundamento da Igreja”, recordou o Papa, afirmando que a Igreja é como uma planta, que cresceu, se desenvolveu e deu frutos ao longo dos séculos, mas mantêm suas raízes bem firmes em Cristo.
Em segundo lugar, a Igreja é apostólica, porque Ela guarda e transmite, com ajuda do Espírito Santo, os ensinamentos recebidos dos Apóstolos, dando-nos a certeza de que aquilo em que acreditamos é realmente o que Cristo nos comunicou.
“Ele é o ressuscitado e suas palavras jamais passam, porque Ele está vivo. Hoje Ele está entre nós, está aqui, nos ouve. Ele está no nosso coração. E esta é a beleza da Igreja. Já pensamos em quanto é importante este dom que Cristo nos fez, o dom da Igreja, onde podemos encontrá-Lo? Já pensamos que é justamente a Igreja – no seu longo caminhar nesses séculos, apesar das dificuldades, dos problemas, das fraquezas, os nossos pecados – que nos transmite a autêntica mensagem de Cristo?”
Enfim, a Igreja é apostólica porque é enviada a levar o Evangelho a todo o mundo. Esta é uma grande responsabilidade que somos chamados a redescobrir: a Igreja é missionária e não pode ficar fechada em si mesma.
“Insisto sobre este aspecto da missionariedade, porque Cristo convida todos a irem ao encontro dos outros. Nos envia, nos pede que nos movamos para levar a alegria do Evangelho. Devemos nos perguntar: somos missionários ou somos cristãos de sacristia, só de palavras mas que vivem como pagãos? Isso não é uma crítica, também eu me questiono. A Igreja tem suas raízes, mas olha sempre
para o futuro, com a consciência de ser enviada por Jesus. Uma Igreja fechada trai sua própria identidade. Redescubramos hoje toda a beleza e a responsabilidade de ser Igreja apostólica.”

Após a catequese, o Pontífice saudou os peregrinos de língua portuguesa, em especial os fiéis brasileiros de São José dos Campos, Santos e São Paulo. Em polonês, recordou os 35 anos da eleição à Sé de Pedro de João Paulo II.
Fonte: Rádio Vaticana
***
Assista ao vídeo da Catequese de 16/10/2013, clique no link abaixo.

Share It